Rapidez e facilidade na busca por informações fazem das bibliotecas virtuais, a cada dia, mais populares. Desde 1995, muitas iniciativas têm surgido no Brasil. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) existem, até o momento, 173 bibliotecas virtuais no país.
O Prossiga Brasil, por exemplo, projetado pelo CNPq, acaba de criar uma biblioteca voltada para a engenharia biomédica. Graças à essa e às muitas outras iniciativas que estão surgindo, é possível conseguir pela Internet não só informações das bibliotecas tradicionais, como dados bibliográficos e consultas a periódicos, mas também acesso a documentos multimídia e listas de discussão.
"Antigamente existiam muitos sites de bibliotecas virtuais sem acervo. Hoje, isso está mudando. Ao acessar esses sites, são encontrados conteúdos, textos integrais e bases de dados", diz Miguel Arellano, responsável pelo conteúdo do site do Grupo de Trabalho de Bibliotecas Virtuais, uma iniciativa do IBICT.
A tecnologia da informação está atingindo até instituições mais antigas. Um exemplo disso é a Biblioteca Virtual Nacional. Criada no segundo semestre de 1999, o site reúne 100 obras atualmente. Entre elas estão documentos da história do Brasil, romances, contos, poesias, teatros, dados sobre a vida e a obra de compositores do país, bem como as músicas on-line para os internautas. "Até o final deste ano, pretendemos reunir 500 obras. Nós começamos o projeto com o objetivo de preservar a cultura e facilitar o acesso dos interessados às publicações", explica Adriana Balleste, assessora da direção da Biblioteca Nacional.
Segundo a responsável pelo conteúdo da Biblioteca de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo (USP), Maria Luiza Marcilio, as bibliotecas virtuais são instrumentos de maior relevância para um país da dimensão do Brasil, que é carente de boas bibliotecas tradicionais.
Essa biblioteca foi criada em 1998 e já recebeu a visita de 50 mil pessoas interessadas em consultar, na íntegra e em português, documentos internacionais de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
Para criar uma biblioteca virtual é preciso contar com a ajuda de um webmaster. Além disso, é fundamental a participação de um outro profissional que conheça bem a área a que a biblioteca virtual pretende se dirigir. Só assim será possível selecionar um bom material e mantê-lo atualizado. O equipamento utilizado é basicamente computador e linha de telefone. É necessário também um software específico, que pode ser público, ou seja, gratuito, ou privado. Entre os programas gratuitos estão Greenstone, Kea, MG e Phrasier.
“Revista o Terceiro Setor”
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