Numa época em que o avanço tecnológico coloca à disposição do aprendizado engenhos sofisticados, é inadmissível que uma escola caminhe com propostas de leitura inócuas e/ou confunda biblioteca com “punhados de livros ali no canto”.
Entre os variados meios educativos encontra-se a biblioteca: recurso indispensável ao processo ensino-aprendizagem e formação do educando. “Pode-se afirmar que uma escola sem biblioteca não orientada para um trabalho escolar dinâmico torna-se um instrumento estático e improdutivo dentro desse contexto”. (AMATO E GARCIA, 1989, p.7).
Nota-se que a biblioteca inserida no processo educativo deverá servir de suporte a programas de educação, integrando-se à escola como parte dinamizadora de toda ação educacional. Os professores e bibliotecários deveriam reconhecer a importância das atividades a serem desenvolvidas e o quanto a biblioteca pode oferecer à clientela a que se destina, tanto na área educacional como cultural.
É evidente a necessidade de entrosamento entre professores, bibliotecários e/ou responsáveis para que se realize um trabalho de cooperação e participação, visando à melhoria do processo ensino-aprendizagem. Não se pode alienar a biblioteca do processo educativo, sem prejuízo para todos os interessados: o professor, que perde um grande aliado em termos de apoio técnico-pedagógico; o bibliotecário e/ou responsável, que vê seus esforços se perderem no vácuo das “impossibilidades”; e principalmente os alunos, que deixam de ter um grande instrumento de auxílio nas tarefas escolares e enriquecimento cultural na ampliação de seus horizontes e na formação de uma visão crítica. (GARCIA, 1989, p.14). O espaço da biblioteca não pode se tornar um mero “enfeite” da escola...
Do texto: Biblioteca Escolar ao alcance das mãos – Jaqueline Cristiane Stavis, Marta Maria Guerra Koch & Vivian Ribeiro Drabik
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